Arruda dos Vinhos. LNEC avalia casas destruídas por tempestades enquanto autarquia quer recorrer à banca por atraso nos apoios do governo

Arruda dos Vinhos. LNEC avalia casas destruídas por tempestades enquanto autarquia quer recorrer à banca por atraso nos apoios do governo

Dezenas de casas destruídas pelas tempestades de fevereiro em Arruda dos Vinhos vão começar a ser avaliadas por técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). A Câmara quer auscultar entidades bancárias para ter verba para fazer obras necessárias.

Arlinda Brandão - RTP Antena 1 /

Fotografias: Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos

Em causa estão habitações de cerca de 60 pessoas do concelho que ficaram desalojadas e que aguardam pela reconstrução e pelo regresso a casa.

A autarquia está à espera desse relatório para avançarem as obras mas adianta que existem casos em que tudo aponta para a necessidade de se construir de novo o que corresponde a custos elevados.

O presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos, Carlos Alves refere à rádio pública que: “houve um entendimento de que havia a necessidade de uma avaliação mais profunda, nomeadamente naquilo que é a questão das habitações, em particular numa zona muito afetada, que é a zona do Lapão. Em que tem de haver essa avaliação para se perceber que tipo de requalificação é que vai ser feita nas habitações; se ela é possível, em que moldes é que ela tem que ser feita para avançarmos porque são as vidas das pessoas que estão em pausa”, explicou.

Além do Lapão outros locais, como a Mata, vão também ser alvo de avaliação do LNEC.
Presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos vai propor que autarquia avance com pedido de empréstimo à Banca
O presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos diz à rádio pública que é grande a preocupação dado que o municipio tem um orçamento de 22 milhões de euros; estimando-se prejuízos das tempestades nas várias frentes acima dos 25 milhões de euros, o que receberam até agora do governo foi um adiantamento de 583 mil euros. E defende Carlos Alves que sendo assim a autarquia vai ter que pedir um empréstimo à Banca para solucionar problemas urgentes para a população. Senão "Como é que se governa?" questiona o autarca.
O concelho foi um dos mais afectados pelas tempestades de janeiro e fevereiro, que deixaram um rasto de destruição no território, também ao nível das estradas.
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